06/05/2026 - Juíza Mariana Francisco Ferreira, da Comarca de Sapiranga
Juliano Verardi/ TJRS
Bandeiras serão colocadas a meio-mastro nos prédios do Tribunal de Justiça e do Palácio da Justiça do Rio Grande do Sul após o TJRS decretar luto oficial de três dias pela morte da Juíza Mariana Francisco Ferreira, da Comarca de Sapiranga, nesta quarta-feira (6).
A mulher de 34 anos morreu após uma coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
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O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental e é investigado pela polícia, que busca esclarecer se a morte ocorreu por possíveis falhas no atendimento ou em decorrência de complicações médicas comuns ao procedimento.
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Fertilização in vitro
Segundo boletim de ocorrência, a vítima realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira (4) em uma clínica de reprodução assistida.
De acordo com o registro, após receber alta por volta das 9h, Mariana voltou para casa, mas passou a apresentar fortes dores e sensação de frio. Diante da piora, a mãe a levou de volta à clínica por volta das 11h.
Mariana foi encaminhada para a Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada às 17h e foi levada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
No dia seguinte, 5 de maio, a paciente passou por uma cirurgia. Apesar das medidas adotadas, o quadro clínico evoluiu de forma grave.
Quem era a Juíza
Mariana era de Niterói (RJ) e ingressou no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul em dezembro de 2023, quando foi designada para a 1ª Vara Judicial da Comarca de Parobé.
Ao assumir o cargo, ela relatou que sonhava desde a adolescência em se tornar juíza de Direito e que iniciou a preparação para a carreira em 2018, cinco anos antes de prestar concurso, segundo o Tribunal de Justiça do RS.
Em 2025, atuou no Juizado da 1ª Vara Regional de Garantias, em Porto Alegre, e posteriormente na 1ª e na 2ª Vara Criminal da Comarca de São Luiz Gonzaga.
Em fevereiro deste ano, passou a atuar no Juizado da Vara Criminal de Sapiranga.
Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte da magistrada.
A corregedora responsável pela comarca afirmou que a juíza se destacou pelo “zelo na apreciação das causas” e pelo comprometimento com a efetividade das decisões. O tribunal também decretou luto oficial de três dias.
Investigação
O caso foi registrado pelas autoridades como “morte suspeita” e “morte acidental”. A polícia apura as circunstâncias do ocorrido, incluindo a possibilidade de complicações inerentes ao procedimento ou eventual falha durante o atendimento médico.
O g1 mandou mensagens para os canais de atendimento da clínica e aguarda resposta.
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